1 de fevereiro de 2011

:: Sobre o que faz falta e chega a doer ::


Aos 27 anos, encontrei meu príncipe encantado e nem poderia ser mais feliz. Ele é tudo e muito mais que eu sonhava, sonhei e sonho. Sim,sim!

E o que antes, era uma contagem regressiva, hoje é realidade: moramos juntos... na França.

Temos nosso cantinho, estamos arrumando com as cores que me deixam feliz e consequentemente, o deixam feliz também.

Mas,( sim, sempre tem um mas) sinto uma dorzinha, latente, no meu peito.

Dizem que é cedo pra eu sentir saudades do Brasil, da minha família.

Como assim?! Desde quando tem um tempo específico? Não entendo disso não.

Só sei que sinto a falta de escutar os passos da minha mãe pelo corredor, a vozinha dela chamando meu nome, os sons de helicópteros, compressores e tudo quando é som da oficina do Thúlio. Escutar o toque do celular no fim de semana e saber que é meu pai, ligando pra jogar conversa fora. Os latidos de Jobim bem cedinho.

Pra mim, esses são os sons da saudade. E pra sentir essa falta não existe um tempo limite. Desde que pensei em sair de casa, já sentia uma falta tremenda de tudo.

Sei que vou aprender a conviver com essa falta, mas sempre que apertar, vou correr pro telefone e ligar pra casa, pra poder gritar: minha mãezinhaaaa, meu (r)irmãoooo.

E assim, me sentir um pouquinho em casa...




P.S.: Brasil sempre será minha casa, o que não significa que aqui não seja.

P.S.:2 Queria muito ter uma foto da família reunida, mas infelizmente, juntar todo mundo é difícil, já que o velho mora em outra cidade.